INTRODUÇÃO À IOT

A palavra Internet significa uma “teia” de comunicação que interliga diversos pontos. Internet das coisas nada mais é então do que pensar em todo tipo de equipamentos conectados através de uma rede de dados, utilizando uma linguagem padrão. Vamos entender isso de uma forma melhor voltando um pouco no tempo e contando essa história, de uma forma resumida e simplificada..

 

A revolução digital começou com a popularização dos computadores possibilitando levá-los para dentro de nossas casas, para serem usados por pessoas comuns. Assim nasceu o PC, ou Personal Computer (Computador Pessoal / microcomputador). Foi uma verdadeira maravilha e não parávamos de descobrir e inventar utilizações para essa incrível máquina. Começamos com games, depois passamos para uma planilha eletrônica, um editor de texto e ele não saiu mais de nossas vidas. Acontece que logo descobrimos que havia potencial para muito mais. A necessidade humana de comunicação começou a ser pensada também para esses computadores. As grandes redes coorporativas precisavam chegar aos novos PCs. Nasceram então os primeiros BBSs (Bulletin Board System), que logo abriram espaço para a WWW (World Wide Web), popularmente conhecida como Internet, que nada mais era do que interligar esses BBSs e criar uma grande rede global. Começava um caminho sem volta: as máquinas estavam conversando. O computador dentro da nossa casa tinha acesso a dados no mundo inteiro. Cada vez mais e mais informações... Cada vez mais e mais rápido.

 

O próximo passo foi uma melhoria nessa comunicação. Aquele conceito inicial de que grandes servidores eram acessados por milhares, milhões de máquinas, para receberem seus conteúdos, foi expandido. Cada computador, pequeno ou grande, poderia falar um com o outro, trafegando dados, trocando arquivos e até compartilhando a capacidade de processamento. Um exemplo prático disso: a forma comum de conseguirmos um arquivo era localizá-lo em um servidor (ou portal) e fazer seu download direto. Em contrapartida a isso criaram o Torrent. Quando precisamos de um arquivo, podemos pegá-lo em diversos pedaços, vindos de diversos computadores diferentes espalhados pelo mundo. E isso acontecendo com milhões de pessoas e milhões de arquivos, tudo ao mesmo tempo. Esse é o chamado conceito M2M, ou Machine for Machine: Máquina conversando com Máquina.

 

A evolução seguinte foi ainda mais natural. Porque não expandirmos essa conversação para outras coisas além dos computadores? A evolução tecnológica, junto com uma rede padronizada e o barateamento dos equipamentos, devido ao grande aumento de consumo, tornou tudo isso possível. Assim aconteceu o grande sucesso dos Smartphones, seguindo pelas SmartsTVs.

 

A Internet das Coisas foi, e continua sendo, o passo seguinte para tornar isso mais real e mais popular, expandindo a comunicação para qualquer tipo de item: de carros a equipamentos de trânsito, de eletrodomésticos a impressoras, de copiadoras a máquinas industriais. Todas elas conversando com servidores ou diretamente umas com as outras. Um carro pode falar com outro para tornar a direção autônoma mais eficiente e segura. Seu relógio já conversa com o celular para lhe dar informações sobre emails e compromissos. A geladeira pode sugerir receitas de acordo com o que você tem dentro dela. E as possibilidades não param...

 

Mas no mundo do IoT  não podemos pensar somente em coisas complexas. Essa possibilidade de conexão abriram espaço e acesso a todo tipo de informação, e ai é que está seu verdadeiro valor. Podemos ter equipamentos bem mais simples, coletando dados do nosso ambiente no dia-a-dia. A coleção e tratamento desses dados será uma nova revolução em nossas vidas, melhorando processos de produção, monitorando e evitando enchentes, controlando o trânsito e salvando vidas, melhorando a educação e a segurança nas grandes cidades e muito além disso. Já Prevemos mais de 25 bilhões de equipamentos conectados até 2020.

 

Também temos que lembrar dos problemas que isso tudo pode gerar: Questões como segurança e privacidade. Quantidade dos dados gerados e como tratá-los: Data Science, Big Data, Analytics, Inteligência Artificial, Machine Learn e por ai afora.