ALTA E BAIXA COMPLEXIDADE NO IOT

Vamos começar comentando sobre o que podemos chamar de equipamentos de alta complexidade dentro do IoT. Um ótimo exemplo desse grupo são os Smartphones. Equipamentos cada vez mais complexos e potentes, com altíssima capacidade de processamento e conectividade. Estão diretamente ligados à Internet e possuem diversos tipos de conexão. Começou com a telefonia móvel, passando pelo 2G, 3G, 4G, e hoje caminhamos para o 5G. Possuem ainda Wifi, Bluetooth e NFC. Eles conversam entre sim para trocarem contatos, fotos e arquivos. Também se conectam com outros equipamentos, tais como relógios, monitores cardíacos, máquina de pagamento, controladores de acesso. Monitoram muitos dados da nossa vida e tomam ações diretas baseadas neles, ou então transmitem esses dados a servidores na nuvem por intermédio da Internet. São pequenos e poderosos computadores de bolso e já fazem parte do nosso dia-a-dia. Mas são equipamentos muito potentes e caros, e o seu desenvolvimento não é pra qualquer um. Não é qualquer empresa que consegue ter sucesso nessa área.

 

Nessa família de equipamento complexos podemos considerar ainda: SmartTVs, Carros inteligentes (cujos computadores de bordo já estão conectados) ou máquinas industriais de última geração que já possuem muita conexão e interatividade.

 

Em seguida podemos considerar um grupo de equipamentos um pouco mais simples, mas que mantêm ainda a capacidade de conexão e interação. Nesse grupo já temos porteiros eletrônicos, sistemas de acesso, centrais de ar-condicionado, equipamentos para automação residencial e assistentes virtuais, tais como o Google Home e Amazon Echo. Em casas com um alto grau de automação já é possível controlar o som, as luzes, a temperatura ambiente ou mesmo programar a torradeira, tudo, diretamente pelo celular. Dá pra ver quem está tocando a campanhinha e até autorizar a entrada, mesmo estando longe de casa.

 

Por último comentamos sobre a família de equipamentos de baixa complexidade, os mais simples de todos, quando pensamos no hardware envolvido. Em nossa opinião são os mais potenciais. Pela menor complexidade podem ser desenvolvidos por muitas empresas e seu valor não está no hardware, mas sim, na inteligência da solução e nas informações geradas. São os menores e mais baratos, destinados a funções bem específicas, mas que, da mesma forma, estão conectados e podem possuir uma enorme capacidade de coleta de dados e solução de problemas pontuais.

 

Podem ser pequenas “caixinhas” que ligam e desligam tomadas, que medem o consumo de energia ou de água, que medem a temperatura ou a umidade do ambiente, que monitoram a qualidade do ar ou a presença de pessoas numa sala. Podem ainda determinar a incidência de luz solar e umidade do solo no meio de uma plantação. Podem ser utilizados para rastrear processos logísticos ou ajudar no monitoramento de linhas de produção. São milhares de aplicações que já se tornaram realidade e uma infinidade de outras possibilidades que ainda estão por vir.